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NÃO É FÁCIL CHEGAR em Londres sem informações sobre as trilhas e armadilhas da cidade. As informações compiladas neste site foram baseadas em experiências e dúvidas de vários leitores e colaboradores ligados à revista Leros nos últimos 27 anos. É importante notar que estamos informando como as coisas funcionam na prática para que você decida que riscos deve correr, e não sugerindo qualquer tipo de conduta. Portanto, leia atentamente e boa aterrissagem!
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Entradas Sem Bandeiras
Não seja barrado no Aeroporto.
 

Saúde
Postos de saúde

Acomodação
A melhor acomodação.

Dinheiro
Conta bancária, câmbio.

Transporte
Metrô / Ônibus

TV Licence
Um aparelho de TV sem licença...

Londres para todos os bolsos
Algumas sugestões…
Taxas • Advogados
Impostos que estrangeiros precisam pagar.
Museus e Galerias
Coleção de pinturas, exposições e esculturas
Trabalhos Alternativos
Manicure, Limpeza, Modelos, etc...

Música
Concertos de música clássica e de jazz

Estudantes • Escolas
Como estudante você pode também...

Vida noturna
Pubs, casas noturnas

Extensão de Vistos
Como fazer para estender seu visto.
Mercados
Alguns mercados de Londres.
Retorno ao Brasil
Bagagem, justificativa de voto
Gay life
As noites mais agitadas acontecem...
Endereços & Telefones Úteis
Facilitando a vida de quem mora ou viaja para Londres.

 

Entradas sem bandeiras
O que você precisa saber para não ser barrado no baile

SE VOCÊ DESEMBARCAR DISTRAÍDO no aeroporto ou chegar por terra sem conhecer os requisitos dos oficiais da Imigração, estará correndo o risco de ser mandado de volta ao Brasil sem sequer chegar a ver o Big Ben. É na chegada que o visitante ou estudante é avaliado e a decisão do oficial da imigração que o entrevista no aeroporto prevalece sobre qualquer visto que você tenha obtido anteriormente. Os oficiais da imigração podem revistar malas, traduzir cartas, verificar computadores portáteis e documentos.
Já chegaram até a tirar raio-x do aparelho digestivo de alguns brasileiros para verificarem se havia drogas no organismo. Se você pretende permanecer no Reino Unido por mais de seis meses, é necessário contatar o Consulado Britânico do Rio de Janeiro para obter o "entry clearance", uma autorização de entrada que funciona como uma espécie de pré-visto. Somente turistas que pretendam permanecer por seis meses ou menos podem chegar apenas com o passaporte válido. Turistas e visitantes não têm permissão para permanecer no Reino Unido por mais de seis meses.


Mas mesmo que você queira permanecer por menos de seis meses, existe a possibilidade de ser mandado de volta ao Brasil se os oficiais de Imigração acharem que você não é um turista ou estudante legítimo. Mas o importante é estar atento e não paranóico, pois a maioria dos estudantes e turistas brasileiros que vêm ao Reino Unido ainda não encontra problemas para entrar. No entanto, os que são rejeitados perdem o dinheiro que pagaram pela passagem, que não é reembolsado, e ser barrado é uma experiência bastante traumatizante. Seguindo as recomendações abaixo você pode minimizar as chances de passar por ela:

- PASSAGEM DE VOLTA
É a prova de que você pretende retornar e você deve estar sempre pronto a apresentá-la. Observe para quando seu retorno está marcado, pois muitas vezes eles perguntam quando você pretende voltar e se a sua resposta não condiz com a data da passagem, você terá que esclarecer a divergência e dar todos os detalhes da sua trajetória. Por distração, muitos brasileiros disseram que voltariam antes ou depois da marcada por saber que a passagem poderia ser mudada e tiveram probelmas.

- DINHEIRO
É essencial ter dinheiro suficiente para se manter durante a sua estadia sem ter que trabalhar. Nunca diga que vai ficar mais tempo do que o seu dinheiro possa cobrir, a menos que você possa provar que possui um cartão de crédito para pagar suas despesas. Se não tiver como provar, é bem provável que será rejeitado, já que o critério deles é "if in doubt, keep them out". Espera-se que um turista tenha US$100 para cada dia que pretenda passar em Londres ou U$75 em outras cidades britânicas. Como na maioria dos casos, o visto é concedido por seis meses, mesmo que o turista diga que pretende ficar por menos tempo, é melhor dizer que pretende permanecer apenas pelo período que você pode comprovar que tem como se manter.

- BAGAGEM
Nunca traga nada de terceiros sem saber o que é, incluindo bilhetes e presentes. Quando decidem checar a sua bagagem, eles investigam tudo e às vezes até pedem para acessar suas páginas em redes sociais. Qualquer menção a trabalho ou cursos (se você não tem o visto de estudante) levantará suspeitas. No caso de drogas, a situação é mais grave. Caso encontrem drogas na sua bagagem, você vai tomar chá de canequinha por um bom tempo. Mesmo que seu voo esteja apenas fazendo escala em Londres, o julgamento é na Inglaterra e se for condenado, a pena (de 6 a 12 anos) é cumprida em penitenciária britânica.

- ENTREVISTA
O fato de ter preenchido as condições acima ainda não garante a sua admissão. O oficial de imigração pode querer saber os motivos de sua viagem e ainda existe a possibilidade de rejeitá-lo apenas por achar que o seu comportamento não é conveniente para o país. Não existe um padrão para essa avaliação. Se o oficial suspeitar, mesmo não tendo provas, ele tem autonomia para barrá-lo. Em 2004, por exemplo, um grupo de 72 brasileiros veio à Inglaterra para um festival em homenagem aos Beatles. Os oficiais decidiram entrevistá-los sobre os Beatles e seis brasileiros foram repatriados porque não souberam responder algumas perguntas. Um deles não soube dizer o nome da viúva de John Lennon e o oficial da Imigração não acreditou na possibilidade de alguém viajar para um festival sobre os Beatles e não saber quem é Yoko Ono. Os outros cinco voltaram para o Brasil por não saberem dizer quais integrantes do Beatles ainda estavam vivos ou por não terem sido capazes de citar as músicas da banda que eles conheciam. O episódio deixa claro que contradições e indecisões sempre levantam suspeitas.
Outra pergunta comum é sobre as suas atividades no Brasil e eles esperam que elas sejam relacionadas à sua viagem. Se, por exemplo, você é estudante no Brasil e está viajando fora do período de férias escolares, eles vão querer saber por que. Antes de dizer que tem conhecidos na Inglaterra, esteja certo de que eles saibam da sua vinda, pois eles podem ser contatados para confirmar suas intenções. Ter amigos ou parentes no Reino Unido nem sempre ajuda. Muitos oficiais suspeitam de que se você tem contatos com residentes aqui, você veio para ficar e vão fazer várias perguntas sobre essa pessoa. Caso alguém vá esperá-lo no aeroporto, eles podem chamar essa pessoa para confirmar o que você disse antes de carimbarem o visto no seu passaporte. Já aconteceu até de um oficial da imigração chamar o nome de um recém-chegado pelos falantes do aeroporto para ver se havia alguém esperando. A pessoa foi ao guichê da imigração, o turista tinha dito que não conhecia ninguém e foi mandado de volta. São casos bem esporádicos, mas é bom estar preparado.

- ESCOLA:
Se você pretende estudar, é necessário obter o visto de estudante e, mesmo com o visto, você deve estar preparado para comprovar que além de ter pago pelo curso, você tem como se manter durante a sua estadia. Embora alguns estudantes consigam vistos que permitem trabalhar algumas horas por semana, os oficiais da Imigração esperam que você não conte com um emprego de meio período para se manter. Na prática, esse emprego seria um extra e não uma fonte de renda para pagar por transporte, acomodação e outras necessidades básicas. Se você não tem muito dinheiro mas seus pais o ajudarão no decorrer do curso, esteja preparado para esclarecer como o dinheiro será enviado.


- APARÊNCIA:
Na teoria, a aparência não deveria ser um quesito para a sua admissão no país. Na prática, ela conta tanto que um ex-oficial da imigração britânica até escreveu um livro sobre o assunto. O inglês Tony Saint escreveu um "romance" chamado Refusal Shoes, que tem como protagonista um funcionário da imigração que não gosta da função que exerce no aeroporto. Depois de passar três anos controlando a entrada de estrangeiros no terminal três do Aeroporto de Heathrow e sete anos no terminal ferroviário do Eurotunnel em Waterloo, Tony Saint garante que seu livro é pura ficção, mas numa entrevista concedida à revista Trip, ele admitiu que algumas histórias relatadas no livro realmente aconteceram com ele, ou ele viu acontecer. E confirma o que muitos estrangeiros descobriram arduamente: você pode ter sua entrada negada no país se estiver usando algo nos pés que não seja considerado de bom gosto, como mocassins envernizados, ou vestindo uma roupa que não combine com o que está dizendo sobre a sua vida ou o motivo da sua viagem.
Assim como Henry, o personagem principal e narrador da história, o autor disse ao repórter da Trip que em certas circunstâncias se sentia muito mal em relação ao que estava fazendo: "Nunca foi o tipo de trabalho que eu gostei de fazer, mas conheci, sim, certas pessoas que sentiam verdadeiro prazer no que estavam fazendo". Perguntado quantas entradas recusou em 10 anos de trabalho, ele diz que recusava entre 20 e 25 por ano, mas que alguns colegas de trabalho recusavam essa média de pessoas por semana e chegavam a competir para ver quem mandava mais estrangeiros de volta ao país de origem.

Não existe regra para ser aceito no Reino Unido, tudo depende do julgamento pessoal de cada agente e ele tem que acreditar se é verdade ou não a história que a pessoa está contando, como Tony Saint deixou claro na entrevista à revista Trip. Ele diz que ao usar um par de calçados como os que aparecem na capa do seu livro você estará "procurando problemas" (daí o título Refusal Shoes). O que conta é a primeira impressão e não é só a roupa que você está usando que é analisada. De acordo com Saint, eles observam também o modo como você caminha e se está nervoso: "Dá para olhar para um cara de terno e dizer que ele, naturalmente, não usaria aquilo, que é só uma roupa para impressionar. Se um homem diz que está vindo passar férias e está de terno, vai ter problemas... Ora, se está de férias, por que o terno?".

RESUMINDO: Embora a grande maioria dos brasileiros obtenha o visto de seis meses sem problemas, a decisão final é sempre do funcionário da Imigração, que pode simplesmente se basear nos termos do Acordo sobre Isenção de Vistos que o Brasil e o Reino Unido firmaram em 2 de julho de 1998, por meio de troca de notas:
"As autoridades competentes da República Federativa do Brasil e do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte reservam-se o direito de negar entrada ou permanência em seus territórios nos casos em que o requerente for considerado indesejável ou inaceitável, no que diz respeito à política adotada pelos respectivos Governos quanto aos procedimentos de entrada ou permanência de estrangeiros."

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Acomodação
A MELHOR ACOMODAÇÃO é aquela que você descobre através de alguém que está indo embora ou vai se mudar.
Se você não sabe de ninguém que esteja de saída, a revista Leros todo mês publica anúncios de quartos para alugar, mas esses quartos muitas vezes são alugados rapidamente e se você tem acesso à Internet, é melhor consultar esse site, que é atualizado semanalmente (para encontrar os anúncios clique na seção Classificados Leros).

Antes de alugar, é importante saber se o aluguel inclui ou não a Council Tax. Na Inglaterra quem paga a taxa para a manutenção dos serviços públicos (polícia, coleta de lixo, etc.), é o inquilino e não o proprietário. A maioria das pessoas que aluga quartos para estrangeiros já cobram um pouco mais para cobrir o custo desta taxa. O mesmo não se aplica ao aluguel de casas ou apartamentos. Em todo o caso, informe-se antes para não ser surpreendido por uma conta extra de £50 a £120 por mês, conforme o bairro. O valor varia conforme a Administração Regional (Council) da área em que se encontra o imóvel. Estudantes são isentos de pagar a Council Tax, mas turistas não.

A responsabilidade pela manutenção da casa alugada é do proprietário, portanto qualquer problema de encanamento, eletricidade, etc. deve ser pago por ele. Se a propriedade requer reparos e o proprietário é negligente, o inquilino pode fazer os reparos e debitar o custo do aluguel mas antes deve comunicar o proprietário por escrito e estipular um prazo para que o reparo seja feito. Esta lei é um pouco complexa e caso o problema seja sério, é recomendável visitar o Citizens Advice Bureau (posto de informações) do bairro para saber qual o melhor procedimento a ser adotado.

Quando o inquilino danifica a propriedade o valor do estrago normalmente é descontado do depósito. É comum a exigência de um mês do valor do aluguel como depósito quando a casa é alugada. A lei inglesa determina que o depósito do inquilino fique que um órgão intermediário e não com o proprietário (clique aqui para acessar o que diz a lei). No fim do contrato, caso o proprietário queira deduzir algum valor para cobrir o custo de algum estrago, o inquilino precisará estar de acordo. Não havendo acordo, o órgão intermediário atuará como mediador. Os aluguéis de quartos são mais flexíveis e normalmente é feito um acordo para estipular o aviso prévio.

Muitos anúncios trazem os códigos postais em vez de mencionar o bairro. O código é a abreviação da região:
NW = North West (Noroeste).
N = North (Norte).
S = South (Sul).
SW = South West (Sudoeste).
SE = South East (Sudeste).
E = East (Leste).
W = West (Oeste).
WC = Centre (Centro).
Não existe código postal para o Nordeste de Londres, que é designado como Norte (N) ou Este (E). O código postal revela também o status de determinadas partes de Londres: NW3 é o código de Hampstead e SW3 inclui Chelsea, duas áreas nobres e portanto caras.
W2 é Bayswater, onde moravam tantos brasileiros que alguns passaram a chamar o bairro de "Brazilwater". Bayswater fica perto do Hyde Park e por isso o aluguel é bem caro. Uma área que também concentra brasileiros mas é bem mais barata é NW10 (Kensal Green, Harlesden e Willesden).
W1 é o West End, área central da cidade (apesar do nome, não tem nada a ver com o oeste), onde fica a maior parte dos teatros e cinemas, que abrange também o Soho, com uma população bem diversificada, abrigando a área gay da cidade (Old Compton Street).
SW4, SW2 e SW9 correspondem a Clapham e Brixton, o bairro negro que costumava ser barato por ser considerado um tanto violento pelos ingleses, mas que começou a ficar badalado nos últimos anos com uma vida noturna mais agitada, o que fez com que os preços dos aluguéis também subissem.
No leste de Londres (código postal E) os aluguéis custam um pouco menos.
Ingleses do Norte e do Sul de Londres têm uma tradicional rivalidade (o Tâmisa no século passado era uma barreira social e cultural e muitos até evitavam atravessar o rio, mas os tempos mudaram). Quem mora acima do Rio Tâmisa, mesmo que seja numa área denominada com o código SW, se considera do Norte. Alguns moradores do norte ainda esnobam quem mora no Sul e quem mora no oeste também se considera no Norte.
W11 é Notting Hill Gate, perto de Portobello Market, e W12 é Shepherd's Bush (pronuncia-se "bush" mesmo e não "bãsh", como fazem muitos brasileiros).


BEDSIT: Quarto para uma ou mais pessoas, geralmente com pia e fogão, mas o banheiro é dividido.

STUDIO FLAT: Quarto, com cozinha e banheiro próprios, no Brasil conhecido como "conjugado".

SELF-CONTAINED um flat com um ou mais quartos, com cozinha e banheiro próprios, somente a entrada é dividida.

PIED-A-TERRE: Um eufemismo para studios ou flats extremamente pequenos. Quando um anúncio diz que se trata de um pied-a-terre "ideal", significa que é ideal para quem quase não fica em casa e deve ser evitado por quem tem claustrofobia.
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Transporte


TRANSPORTE PÚBLICO
A maneira mais econômica de usar o transporte público em Londres é o Oystercard, um cartão que é lido eletronicamente e pode ser adquirido nas estações de metrô e em algumas casas comerciais.

Os ônibus em Londres não aceitam pagamento em dinheiro. A passagem precisa ser paga com Oystercard ou cartão de débito/crédito contactless (cartão que não quer senha, basta encontá-lo no leitor eletrônico do ônibus para que o valor da passagem seja debitado.

Uma passagem de ônibus que custa £1.50. No metrô, uma passagem entre as estações 1 e 2 custa £4.90 se for comprada na estação. Com o Oystercard ou cartão contactless sai £2.90, duas libras (pounds) a menos, por isso quem não tem cartão de crédito contactless precisa obter um oystercard para economizar. Em Londres, os preços do metrô variam conforme a distânica entre as estações, uma passagem da zona 4 para o centro, por exemplo, custa £1 a mais do que uma passagem da zona 2 para o centro. O Aeroporto de Heathrow fica na zona 6 e uma passagem para o centro custa £6 ou, com Oystercard ou contactless, £3.10 (na hora do rush £5.10).

Vale a pena comprar um passe semanal?
Com um passe de transporte (Travelcard) no Oyster Card, você tem direito a viajar quantas vezes quiser tanto de ônibus como de metrô, o que pode sair mais barato do que pagar pelas passagens individualmente. Em alguns casos, compensa comprar o passe semanal - 7-day Travelcard. Com ele, você pode viajar por sete dias em qualquer horário, tanto no metrô como nos ônibus (incluindo os noturnos). O preço deste passe é £35.10 (ônibus e metrô nas zonas 1 e 2, custa mais caro se abranger outras zonas) ou £21 (somente ônibus, sem restrição de zonas). Quem tem mais de 18 anos e é estudante, pode ter um desconto de 30% na compra de passes semanais ou mensais com o Oyster.

Mas para quem tem cartão de débito ou crédito “contactless”, é possível pagar £35.10 por semana para viajar entre as zonas 1 e 2 sem a necessidade de comprar o passe semanal. Basta usar o cartão no esquema “pay as you go” (pague conforme você viaja) e quando a soma chega a £35.10 (zonas 1 e 2) em uma mesma semana, as demais viagens não são debitadas do cartão contactless (desde que, é claro, você tenha utilizado o mesmo cartão para pagar todas as passagens). Esse limite de £35.10 por semana chama-se “capping” em inglês e a vantagem de usar o contactless é que se você comprar o passe de sete dias, ficar doente ou não usar o transporte coletivo por algum outro motivo, você já terá pago £35.10 e não é reembolsado pelos dias não usados. Como o contactless, se não chegar aos £35.10 semanais, você somente é cobrado pelas viagens que fez.
Além disso, há o "capping" diário de £7. Ou seja, se em um mesmo dia você fizer quatro viagens de metrô pelo centro de Londres fora da hora do rush, pagando £2.90 com o contactless por cada viagem, você não será cobrado £11.60, que seria o valor das quatro viagens: paga somente £7 por todas as viagens feitas em um mesmo dia. Portanto é mais vantajoso pagar por cada viagem com cartão contacless do que comprar um passe diário ou semanal.
Mas quem usa o transporte público durante toda a semana deve observar um detalhe importante em relação ao teto semanal (capping) do contactless. No cartão contactless o capping semanal é contado de segunda a domingo, "semanal" não significa quaisquer sete dias. Se você começar a pagar com o cartão numa quinta-feira, por exemplo, será cobrado diariamente pela quinta, sexta, sábado e domingo. O capping semanal só começa a contar na segunda. Já com o 7-Day Travelcard (Oyster) o passageiro escolhe o dia da semana em que o período de sete dias começa a valer. Portanto quem já renova o cartão semanalmente numa segunda, terça ou quarta-feira, deve fazer os cálculos para saber quanto custará a transição para o contactless.
Os valores aqui mencionados aplicam-se às zonas 1 e 2, para transitar entre a zona 1 e as demais zonas os valores são maiores mas a linha de raciocínio é a mesma. As tarifas para as demais zonas podem ser consultadas no site Transport for London, clicando aqui.

Crianças até 10 anos de idade não pagam pelo transporte público, mas no metrô há um limite de quatro crianças acompanhadas por um adulto (nos ônibus não há essa restrição). Crianças desacompanhadas podem viajar gratuitamente desde que tenham um Oystercard. Crianças e pré-adolescentes de 11 a 15 anos também podem usar os ônibus gratuitamente se tiverem um cartão Oyster com foto. Maiores de 60 anos que residem em Londres podem obter um passe para transitar gratuitamente de ônibus ou metrô pela cidade.

O metrô abre por volta das 5:30h da manhã e fecha por volta da meia-noite. Às sextas e sábados, algumas linhas do metrô funcionam a noite toda. Algumas linhas de ônibus circulam 24 horas e em alguns bairros há linhas de ônibus específicas para quem viaja à noite (night buses), elas são indicadas com a letra N (Night) antes do número da linha.

Quem tem menos de 26 anos pode ter um terço de desconto nas passagens de trem e ter um desconto também no metrô. Basta se inscrever: www.16-25railcard.co.uk

Para saber como chegar a um local de ônibus ou de metrô ou checar horários, visite o site www.tfl.gov.uk. O aplicativo Citymapper também é excelente para o planejamento de uma jornada e saber o custo total de trajeto. Ele pode ser baixado em smartphones ou ser consutado clicando aqui.

O metrô leva cerca de 50 minutos para chegar ao centro de Londres, mas é possível chegar em 15 minutos com o Heathrow Express, o trem que vai direto e sai a cada 15 minutos. A passagem custa £22 online www.heathrowexpress.com) até a estação de Paddington.

CARTEIRA DE MOTORISTA
A carteira de habilitação brasileira pode ser usada no Reino Unido por um ano, a partir da data da sua chegada. Alguns brasileiros desperdiçam dinheiro tirando a carteira de motorista internacional, que não faz a menor diferença para as autoridades britânicas (mesmo sendo escrita em português, a brasileira é válida por um ano da mesma forma).
Depois de um ano você só pode dirigir com a carteira britânica. Para adquiri-la você deve antes obter a Provisional Driving Licence. Com a provisional, você pode dirigir ao lado de um motorista portador da carteira britânica por no mínimo três anos: basta colocar o símbolo "L" (abreviação de "learner", aluno) na frente e atrás do carro. Não é necessário recorrer a nenhuma autoescola para fazer o teste. Estude o Highway Code para fazer o exame escrito e depois de aprovado você pode então se inscrever para o exame prático, que consiste em dar uma volta com o examinador sem cometer nenhuma infração. Eles dão muito mais ênfase à segurança do que, por exemplo, à habilidade de estacionar o carro. Para passar no teste prático, é imprescindível checar o espelho retrovisor antes de dar a seta, usar o breque de mão no sinal fechado e parar o carro na posição correta em cruzamentos. Clique aqui para saber como obter a Provisional Driving Licence.

SEGURO
Dirigir sem seguro é estritamente ilegal e na Inglaterra o seguro pertence ao motorista e não ao veículo. Portanto você não pode dirigir o carro de um amigo se você não tiver seguro e vice-versa, a menos que ele tenha incluído o seu nome na apólice dele. As seguradoras são bastante flexíveis e você pode fazer o seguro pelo prazo que julgar necessário.
Certifique-se de que a informação que você fornece à seguradora está correta, pois as mesmas empresas que não checam nada na hora de vender o seguro, vão verificar todos os detalhes fornecidos se você cometer um acidente. Qualquer imprecisão, como não mencionar que você não é portador da carteira britânica, por exemplo, pode implicar no cancelamento do seguro.

MOT
É um certificado fornecido por um mecânico autorizado, atestando que o carro foi inspecionado e está em conformidade com as normas de segurança. Deve ser renovado todo ano e dirigir um veículo sem ele é ilegal. Mesmo que você não for abordado pela polícia, se o motorista se envolver em algum acidente e o MOT do carro não for válido, a seguradora irá com certeza usar esse deslize para não pagá-lo.

ROAD TAX
É a taxa que o proprietário do veículo deve pagar e se você circular sem o "tax disc" (que deve ser mantido na frente do carro), será abordado pela polícia. Os preços variam conforme o tamanho do motor e a emissão de gás carbônico do veículo. Clique aqui para saber como obter o "vehicle tax", popularmente conhecido como "road tax".

ESTACIONAMENTO / MULTAS
É PROIBIDO ESTACIONAR na faixa dupla e quando a faixa amarela paralela à calçada não é dupla, o estacionamento só é permitido em determinados horários. Portanto é necessário checar o horário que restringe o estacionamento (geralmente há uma placa pregada em um poste). Se você for multado por ter estacionado numa faixa que não é visível (muitas estão desbotadas) esse é um argumento valioso para contestar a multa. Se não cancelar a multa, a Administração Regional (Council), deverá enviar ao motorista instruções para recorrer ao Parking Appeals Service, órgão independente com poder de decisão nesse tipo de contestação. Se o Council decidir se defender, o Parking Appeals Service normalmente marca uma audiência com o motorista e um representante do Council, mas em muitos casos, o Council não apresenta defesa e a multa é cancelada nesse estágio.
Por isso vale a pena checar se a faixa era ou não nítida e se o veículo ficou estacionado por um período maior que o permitido. É importante estar também atento às áreas marcadas com linhas brancas, que são reservadas aos residentes locais (é preciso expor o cartão de residente na frente do carro) ou que permitem o estacionamento por até duas horas desde que o motorista compre um ticket proporcional ao tempo em que pretende estacionar.
e quando o local fica em avenidas ou ruas muito longas pois indicam em que altura da rua fica o endereço.


PEDÁGIO EM LONDRES (Congestion Charge)
Para dirigir no centro de Londres das 7h às 18h em dias úteis é necessário pagar um pedágio (congestion charge) de £11.50 por dia. Para efeito de pedágio, considera-se a área compreendida entre Marylebone Road, Euston Road, Pentonville Road, City Road, Great Eastern Street, Commercial Street, Tower Bridge Road, New Kent Road, Kennington Lane, Vauxhall Bridge Road, Grosvenor Place, Park Lane e Edgware Road.

O pagamento deve ser efetuado na data em que o veículo ingressar na área. Se for efetuado depois da meia-noite, ou seja, na data seguinte, o valor sobe para £14.00. Se o pagamento não for efetuado no dia seguinte, o motorista é multado (o controle é feito através de câmeras que registram as chapas do veículo na zona do pedágio).

Clicando aqui, você fica sabendo como pagar e obtém informações sobre como registrar o seu veículo para pagar menos.

O pedágio diário permite que o motorista entre e saia do centro várias vezes durante o dia. Bicicletas e motocicletas são isentas do pedágio.

Lembre-se de que o tráfego é pela esquerda e dirija com cuidado.
De leve que é na contramão!


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Londres para todos os bolsos

GALERIAS
· Tate Modern

Bankside, SE1. Metrô Southwark ou Blackfriars Tel. 020 7887 8000. www.tate.org.uk.
Entrada grátis. Aberta diariamente das 10h às 18h (sextas e sábados até às 22h).
A nova Tate, inaugurada no ano 2000, tem uma coleção de arte contemporânea imperdível num espaço cultural impressionante e só a harmonia da arquitetura e o interior do prédio já justificam uma visita. Vale a pena reservar um dia inteiro para explorar a diversidade do acervo da Tate, dividido em quatro grupos (Paisagens, Nudez, História e Natureza-morta).
Quem tiver fôlego pode ainda comprar um ingresso para visitar o Turbine Hall e a exposição do quarto andar (o valor da entrada varia conforme a mostra).
· Tate Britain
Millbank, SW1, metrô Pimlico, tel. 020 7887 8000. Aberta diariamente, das 10h às 17h45.
Arte britânica do século 16 em diante, com obras divididas em séries como 'Artistas e Modelos', 'Literatura e Fantasia', etc.
· National Gallery
Trafalgar Square, WC2.
Aberta diariamente das 10h às 18h (às quartas-feiras fecha às 21h). Entrada grátis.
Maior coleção de pinturas da Inglaterra, com cerca de dois mil quadros dos grandes mestres do séc. 13 ao 16 (Piero della Francesca, Raphael, Titian, Veronese, Rembrandt, Velásquez, impressionistas, etc.). Ao lado encontra-se a National Portrait Gallery, com exposições de fotos, pinturas e esculturas de membros da família real e figuras mais contemporâneas.
· Museu Britânico
Great Russel Square, WC1. Metrô: Tottenham Court Road. Diariamente das 10h às 17:30h (quintas e sextas das 10h às 20:30h). Uma infinidade de atrações que justificam mais de uma visita para explorar esse prédio neoclássico, onde se encontram múmias egípcias, tesouros roubados de países do mundo todo, uma vasta biblioteca e a sala de leitura onde Marx estudava.
· Barbican Centre
Silk Street, EC1, metrô Barbican.
Telefone: 020 7638 4141
Concertos de música clássica e de jazz gratuitos no foyer, exposições, cinema e teatro. ·
South Bank Centre
Waterloo/Embankment, SE1
No foyer do Royal Festival Hall há concertos de jazz toda sexta-feira no horário do almoço, além de exposições de fotos e arte contemporânea.


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MERCADOS
Portobello começa às sextas-feiras mas é no sábado que o mercado apresenta uma variedade de barganhas de segunda mão, entre quinquilharias para casa e antiguidades.
· Portobello Market, Portobello Road, W10 metrô Ladbroke Grove, às sextas e sábados.
Camden: o chique e o kitsch se confundem no mercado, mas Camden continua atraindo pessoas de todas as tribos e ainda é o melhor lugar para encontrar desde modelitos diferentes ou chapéus confeccionados artesanalmente até roupas futuristas para transitar pelos nightclubs, portanto é uma parada obrigatória. O bairro é conhecido também pela intensa cena musical, era em Camden que Amy Winehouse vivia e o mercado abriga uma estátua em homenagem à cantora.
· Camden Town, NW1, sábados e domingos.
SpitaLfields: O mercado é coberto e mesmo com chuva atrai um público bem diversificado, que inclui vegetarianos em busca de comida orgânica e abriga artesãos e designers criativos.
· Spitalfields, E1, metrô Liverpool Street, domingos, das 11h às 15h.


VIDA NOTURNA
DURANTE QUASE UM SÉCULO, depois das 23h os pubs eram proibidos de vender álcool, mas mesmo com a lei que aboliu esta restrição, muitos pubs não renovaram sua licença e continuam fechando às 11h da noite. Mesmo os restaurantes que ficam abertos até mais tarde só têm licença para vender bebidas alcoólicas para quem estiver jantando. Portanto, se você pretende continuar a noite depois das onze, não deduza que o pub permanecerá aberto, principalmente se convidou alguém especial para um drink. Os pubs agora costumam colocar o horário da casa na porta. Para quem está a fim de uma balada, o universo escuro e privado dos nightclubs começa a aflorar por volta da meia-noite e embora grande parte desses clubs só tenha licença para vender álcool até as 2h da manhã, muitos continuam abertos até o amanhecer.

Drogas
O USO DE drogas no Reino Unido é proibido, mas no caso da maconha, as autoridades são um pouco mais liberais. Na década de 1990, a classificação da maconha, que era considerada uma droga classe B, mudou para classe C. Mas a lei ainda permite que a polícia prenda usuários de drogas classe C, embora não seja uma prioridade das autoridades. Ou seja, a maconha agora encontra-se na mesma categoria que certos calmantes e seus usuários deixaram de ser um alvo da polícia. Mesmo assim, quem usar a erva explicitamente corre o risco de ser detido e, conforme a quantidade que portar, ainda pode ser processado.

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TRABALHO

SER AUTUADO TRABALHANDO ilegalmente resulta em deportação. Se um turista é flagrado roubando ou dirigindo embriagado, ele vai ser julgado e punido com multa ou prisão, conforme o caso, mas ao ser pego trabalhando sem permissão, ele é deportado e não tem direito a apelar (nem tempo).
O National Insurance Number é o número de inscrição na previdência social e ser portador de um não significa que você tenha permissão de trabalho. Ele serve apenas para o recolhimento das taxas descontadas do seu salário. Se você tem visto de turista, o carimbo no passaporte diz "Employment Prohibited" e se for autuado trabalhando as autoridades agirão energicamente. Alguns estudantes, no entanto, podem ter empregos de meio-período (veja a seção Estudantes).

Permissão de trabalho
Se você não tem uma profissão que esteja em falta no Reino Unido, é muito difícil obter a permissão de trabalho sendo estrangeiro, pois é o empregador quem deve entrar com o pedido e o processo é trabalhoso. A empresa tem que provar que você tem uma especialidade que ela não encontrou em outros candidatos. Para tanto, ela deve anunciar o emprego e comprovar que não conseguiu preencher a vaga, por isso precisa contratá-lo. A menos que você tenha alguma forma de expertise, poucos empregadores se darão a esse trabalho. Se você obtiver permissão de trabalho para preencher uma vaga em uma determinada empresa, ela só é válida para aquele emprego, ou seja, quando o contrato de trabalho terminar, você volta à condição de estrangeiro sem direito a trabalhar.


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GAY LIFE
MUITAS BRASILEIRAS FICAM frustradas quando conhecem um inglês charmoso e inteligente e ao se interessarem pelo gentleman descobrem que ele prefere outro gentleman. Londres é provavelmente a cidade onde se concentra a maior população gay da Europa e o clima explosivo dos nightclubs contagia também heterossexuais liberais. Para informações sobre as noites mais badaladas basta dirigir-se a qualquer um dos bares gays da Old Compton Street, no Soho, onde não faltam filipetas e revistas sobre a comunidade gay.
A disco mais agitada é a Heaven (Villiers Street, WC2, embaixo dos arcos da estação de Charing Cross). A entrada pode custar de £1 a £12, conforme a noite. Apesar de existir há mais de 30 anos, continua atraindo turistas e residentes jovens. |
Aos sábados, o spot alternativo de Londres é o Duckie (Royal Vauxhall Tavern, Kensington Lane, SW8), uma das poucas opções para quem não gosta de música eletrônica. A combinação de rock 'n'roll, performances ao vivo e homenagens a ícones gays garantem o clima da festa. Bebida a preços de pub e a entrada é apenas £6, mas fecha às 2h da manhã.

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SAÚDE

TODA PESSOA COM VISTO por mais de seis meses no Reino Unido tem direito a assistência médica gratuita. Basta ir ao posto de saúde do seu bairro (health centre) com evidência de que tem intenção de permanecer legalmente no país por mais de seis meses e se registrar.
Para quem está apenas de passagem, a clínica Great Chapel Street Medical Centre (13 Great Chapel Street, W1, tel. 020 7437 9360), atende pessoas que não estão registradas em nenhum centro de saúde. A consulta é grátis mas caso seja necessário fazer algum tratamento o médico decide se o estrangeiro deve ou não pagar (em casos de emergência o serviço é gratuito). Clique aqui para saber em que horário é possível consultar um médico ou enfermeiro e lembre-se que a espera pode ser longa.


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TV LICENCE
A BBC não transmite comerciais e quem patrocina a programação é o telespectador. Por isso em toda casa onde há um aparelho de TV ou vídeo é obrigatório o pagamento de uma taxa anual de £150.50 (TV colorida) ou £50.50 (preto e branco). A licença pode ser paga em qualquer agência do correio. Os computadores do TV Licensing têm um cadastro das casas que pagaram a licença e mandam cartas para residências que não pagaram. Alguns inspetores abordam essas casas como se estivessem fazendo pesquisa de mercado e se detectarem um aparelho de TV sem licença processam o morador. No julgamento, alegar que desconhecia a tal licença por ser estrangeiro não irá isentá-lo da multa, que pode ser de até £1.000, mas pode amenizá-la e há casos de estudantes que pagaram uma multa menor, além do valor da licença atrasada.
Se você declarar que a sua TV é em preto e branco para pagar menos, pode atrair fiscalização. Uma dona de casa que comprou a licença para TV branco e preto foi autuada usando TV colorida. Ela explicou ao inspetor que a TV era preto e branco, mas que se alguém esbarrasse nela, a TV passava a funcionar em cores. O inspetor pediu que ela ligasse a TV e a dona-de-casa foi logo dando um tapa na lateral do aparelho. Assim que surgiu a imagem em cores ela comentou: "Está vendo? Foi só esbarrar que vieram as cores, essa TV anda muito estranha". Foi processada por não ter a licença apropriada para o aparelho.
Se você pagar a TV Licence e sair do país antes do vencimento, ou a televisão pifar nesse período, o TV Licensing reembolsa o período não usado e é possível receber o reembolso antes de deixar o país ou negociar para que seja enviado ao Brasil. Informações no site www.tvlicensing.co.uk

Council Tax: leia a seção Acomodação.

COMPRAS & VAT
Quase todos os produtos comprados no Reino Unido incluem no preço o VAT, ou seja, um imposto de 20%. Se você está visitando a Inglaterra, não vive na União Europeia e não permanecer no país por mais de seis meses, vale a pena fazer compras em lojas que tenham convênio com o VAT Refund Scheme. Nesse caso, você pode receber o VAT de volta. Para ser reembolsado, peça um formulário ao comerciante (nem todas as lojas fazem parte do esquema de isenção do VAT para turistas e nem todos os produtos e serviços são incluídos nesse esquema). Você provavelmente terá que apresentar o passaporte para que a loja ofereça o formulário de isenção do VAT. Chegue mais cedo ao aeroporto no dia da viagem e dirija-se ao Customs VAT Reclaim Office. Os inspetores precisam ver o recibo, o formulário preenchido e os produtos comprados. Você só é reembolsado pelos produtos que estiver levando para o Brasi e comprar um perfume e começar a usar antes do retorno ao Brasil, não será possível receber o VAT referente a esse produto.


CARTÕES DE CRÉDITO
Sempre que possível, pague suas compras ou qualquer serviço prestado com cartão de crédito. Segundo o Consumer Credit Card Act 1974, em qualquer transação comercial acima de £100 a empresa que emite o cartão de crédito é tão responsável pela qualidade do produto ou serviço prestado quanto o comerciante.
Isso significa que se o produto não estiver em perfeito estado você pode devolvê-lo ou exigir um novo e caso o vendedor não concorde em fazê-lo, você pode recorrer também ao banco que emitiu o cartão de crédito. Você não é obrigado a aceitar que o produto seja consertado a menos que ele tenha sido usado por um período razoável. Exija a troca por um novo ou a devolução do pagamento. Ao aceitar que um produto seja consertado você perde o direito de rejeitá-lo se o problema persistir. O responsável pela qualidade e entrega do produto é o comerciante e não o fabricante. Embora algumas lojas incluam em seus termos e condições que "não reembolsam em nenhuma circunstância", se o produto não estiver em bom estado o comerciante é obrigado a trocá-lo ou devolver o dinheiro. Caso haja resistência e o valor da compra for superior a £100, você deve então recorrer ao cartão de crédito. Se não acatarem sua reclamação, envie uma carta mencionando o Consumer Credit Act 1974 e sua reivindicação deverá ser levada a sério.


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Aulas de inglês
Vale a pena conferir os
cursos gratuitos oferecidos pela St. George School of English (37 Manchester Street, W1, tel. 020 7299 1704). O St. Giles College também oferece cursos gratuitos em alguns meses do ano (154 Southampton Row, WC1, metrô Holborn, tel. 020 7837 0404).
Esses cursos são grátis porque são oferecidos por ingleses que estão sendo treinados para serem professores e precisam adquirir experiência. A maioria deles é jovem e tenta usar técnicas modernas de conversação que sempre melhoram a pronúncia e o vocabulário.

Mas se você precisa do visto de estudante, essas aulas não são reconhecidas pelo Departamento de Imigração, portanto nem pensar em pedir visto antes de vir a Londres com base nessas áreas, até porque a carga horário é bem inferior do que determina a lei.

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RETORNO AO BRASIL
Bagagem
O BRASILEIRO QUE PERMANECE um ano ou mais no exterior pode levar os bens adquiridos desde que sejam usados (ou seja, comprados seis meses antes da data do retorno). Não é permitido levar artigos motorizados, portanto uma motocicleta, por exemplo, está sujeita a todos os impostos.
É necessário que o passaporte apresente as datas de entrada e saída do Brasil para averiguação do tempo no exterior e fazer uma lista dos artigos, com seu valor aproximado em dólares. Não é essencial, mas útil, levar também um atestado de residência no exterior, emitido pelo Consulado Brasileiro.
Para obter o atestado, o Consulado necessita uma carta da escola ou do empregador, especificando a duração do curso ou o período do vínculo empregatício.

Justificativa de ausência nas eleições
OS BRASILEIROS PORTADORES de Título de Eleitor expedido no Brasil que não votaram porque estavam no exterior nas datas das eleições devem justificar a ausência quando voltarem ao país, dirigindo-se à sua zona eleitoral no prazo de 30 dias a contar da data de retorno ao país.
O eleitor deve fazer a justificativa apresentando requerimento e prova de sua ausência do país (cópia autenticada do passaporte, passagem de ida e volta, etc).

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